EMPODERAMENTO

Unir os sobrenomes: uma nova batalha feminista nos EUA

A opção da mulher de permanecer com o seu sobrenome de solteira surgiu, há alguns anos, como uma luta antissexista, evitando a adoção do sobrenome masculino para os filhos e para a mulher casada. Em alguns países latino-americanos, a briga foi para poder incluir os dois sobrenomes na certidão dos filhos, na ordem que o casal decidir. Mas, agora, existe uma nova variante: a fusão de sobrenomes, ou seja, inventar um novo nome para a família. E muitos casais já estão preferindo juntar seus sobrenomes na hora de casar, criando, assim, novas identidades familiares.

 

Um número cada vez maior de recém-casados e de pais está optando por criar um novo sobrenome para o núcleo familiar, fundindo sua união e combinando seus sobrenomes de origem.

 

Provavelmente inspirados nas criações de celebridades da indústria do entretenimento, como Brangelina (Angelina Jolie e Brad Pitt), Bennifer (Ben Affleck e Jennifer Lopez) e TomKat (Tom Cruise e Kate Holmes), os casais que defendem esse direito estão tomando medidas legais para que possam gerar suas próprias identidades familiares.

 

Seja como símbolo da luta antipatriarcal ou, em alguns casos, para criar um ramo único na árvore genealógica, esses casais descobrem, na fusão dos seus sobrenomes, um modo legítimo de manter a igualdade dentro de uma sociedade conjugal.

 

Jenna Hammonaco diz: “Ao me casar, estou encontrando um bom sócio e alguém que me apoiará da mesma forma que eu o apoiarei”. Jenna, diretora de marketing digital da Island Records, e seu marido publicitário, Joshua, usaram, pela primeira vez, o nome Hammonaco – a combinação de LoMonaco e Hammond – de brincadeira, no cartão de natal, e o nome acabou sendo utilizado como a hashtag para o seu casamento, em março deste ano. Quando o casal começou a discutir qual nome eles adotariam, Hammonaco surgiu como a opção mais adequada para o que ambos desejavam com a união.

 

O que você acha dessa nova tendência? Você juntaria seu sobrenome com o de seu companheiro?

 


Fonte: Revista OhLaLa