JANE THE VIRGIN

Ser virgem na fase adulta

Estereótipos e preconceitos sobre as mulheres adultas que conservam a virgindade.
Por: LIFETIME Brasil

Embora começar a ter relações sexuais seja uma das decisões mais exclusivas e pessoais que uma mulher pode tomar, a pressão social e os preconceitos que a rodeiam são evidentes.

O mundo publicitário incita as jovens a se iniciarem na sexualidade em idades cada vez mais precoces. Na internet, é possível encontrar uma infinidade de enquetes, testes e estatísticas sobre “a idade correta para fazer sexo”. Tudo isso, somado à concorrência, ao bullying e à discriminação que existe dentro das escolas acerca desse tema, torna difícil para uma adolescente tomar essa decisão com liberdade.

Superada essa fase complicada e alcançada certa idade, se uma mulher continua virgem, parece haver somente duas causas possíveis: que suas crenças religiosas a obrigam a esperar até o casamento para ter relações sexuais, ou que ela tenha algum “problema” (a ser tratado urgentemente com seu terapeuta).

No entanto, sabemos bem que essa ideia é completamente falsa. Em primeiro lugar, pode existir uma infinidade de motivos, além da religião, pelos quais uma mulher adulta escolheria não ter sexo: não ter encontrado a pessoa ideal, não estar preparada ou, simplesmente, não sentir vontade de fazê-lo.

Por outro lado, há quem possua uma visão muito limitada do que uma relação sexual significa: quase como uma definição medicinal, afirma-se que a virgindade se perde somente a partir da penetração e da posterior ruptura do hímen, sem considerar outros modos de intimidade e contato com o outro, que podem ser tão ou mais intensos. Segundo essa noção antiquada, por exemplo, muitas mulheres homossexuais seriam consideradas virgens, apesar de seus anos de experiência e das relações pelas quais passaram.

E você, acredita que existe uma idade apropriada para perder a virgindade? Se quiser conhecer uma mulher que vive fora desses padrões sociais, não deixe de assistir a “Jane the Virgin”, QUINTA às 22h30.