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Pesquisa revela porque homens solteiros não atendem mais às expectativas das mulheres

O que está por trás da diminuição do número de casamentos pelo mundo?

Uma nova pesquisa sugere que as reclamações das mulheres solteiras são reais: não tem muitos homens “pra casar” por aí – ao menos para quem deseja que seus maridos tenham renda igual ou superior à delas. 

Em 1950, cerca de 70% dos americanos eram casados. Hoje, o número é de 50%. No Brasil o número de uniões civis tem caído consecutivamente, ano após ano. 

Os número são impressionantes porque hoje, em vários países, incluindo o nosso, a união entre pessoas do mesmo sexo já é permitido – e nem assim houve aumento. 

Para descobrir porque estamos casando cada vez menos, os pesquisadores Daniel Lichter, Joseph Price e Jeffrey Swigert cruzaram dados do censo para comparar os maridos de mulheres casadas com os homens solteiros atuais. 

A equipe também comparou as mulheres solteiras e as casadas de idades, classe social e grau de educação similares. 

A ideia é destrinchar aquela velha máxima de que “os melhores já estão comprometidos” e descobrir quais características tornam o homem “pra casar” aos olhos de uma mulher. 

Os resultados foram bem deprimentes, em todos os aspectos. 

No que tange o emprego, por exemplo, 90% das mulheres só consideraria casar com um homem (bem) empregado. Acontece que apenas 70% dos solteiros estão trabalhando atualmente.

O salário também pesa, só que a renda que as mulheres consideram ideal para o parceiro é 58% maior do que a que a maioria ganha! 

A pesquisa revelou que três grupos de mulheres têm ainda mais dificuldade de encontrar o parceiro ideal: as mais velhas, as negras e as que têm um nível de educação formal muito elevado. 

Segundo os pesquisadores, as expectativas dos solteiros são, portanto, bastante diferentes da realidade atual. 

Como isso vai se desenrolar daqui para frente, ninguém sabe. Mas, com base nas estatísticas, os pesquisadores têm um palpite: “Provavelmente os não-casados de hoje continuarão sem casar, ou se casarão com parceiros menos qualificados”. 

Para muitas mulheres, essa questão de “qualificação” é bastante relativa, e só pode ser analisada caso a caso. 

Dá, sim, para ser feliz ao lado de alguém que recebeu menos educação formal ou tem um salário menor que o seu – afinal, as relações não podem ser pautadas unicamente em fatores econômicos.

Renda, formação e salário são situações altamente voláteis, passíveis de mudança. 

E você, o que acha dessa pesquisa? Bate com suas expectativas? 


Fonte: INC | Imagem: Pexels/Pixabay