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Oficinas de “desprincesamento” ajudam as meninas a serem livres

Uma estratégia que ensina as meninas a se libertarem da “síndrome de princesa” e serem o que quiserem – é o que propõe as cada vez mais populares “oficinas de desprincesamento”, que estão chegando ao Brasil com tudo.

A ideia, baseada num modelo criado pela Escola de Desaprendizagem Sociocultural de Iquique, no Chile, é muito simples: mostrar às meninas mais novas que existe um universo muito mais amplos de atividades que elas também podem explorar.

As oficinas normalmente são voltadas as meninas de 6 a 12 anos. Lá, elas vivenciam como é viver em um espaço livre de estereótipos de gênero, mais longe das princesas e mais próximo dos super-heróis.

“Desprincesar implica em desaprender os papéis de gênero da infância, entendendo que meninos e meninas são iguais em direitos, mas que existe um contexto de desigualdade onde vivemos, que se baseia em um preconceito sobre como são as meninas “, explicam os pedagogos responsáveis pelo projeto, Yury Bustamante, Lorena Cataldo e Jendery Jaldín. 

Antes que qualquer pessoa possa questionar, "desprincesar" não significa combater a ideia de princesa, mas mostrar que menina também pode desenvolver atividades vistas como “masculinas”: consertar as coisas, usar ferramentas, trocar um chuveiro, etc. 

De acordo com os pedagogos, as oficinas são eficazes para que as meninas questionem o papel imposto às mulheres na sociedade. Para isso, mostram como se elas são representadas na literatura, nos filmes e até no mercado.

As oficinas já começaram a se espalhar pelo país. Confira se tem alguma prevista na sua cidade.


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Fonte: DC/Clicrbs 
Imagem: Shutterstock