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O inspirador testemunho de uma garota que superou o linfoma de Hodgkin

A vida de Paola Boscán mudou de um momento para o outro quando ela detectou um pequeno nódulo em sua clavícula direita, no final do ano passado. Ela estava em Santiago, Chile, a 4.900 quilômetros de sua casa, em Maracaibo, de onde precisou sair para escapar da crise econômica na Venezuela.

A princípio, Paola não deu muita importância ao corpo estranho. Ela também não tinha nenhum plano de saúde para realizar uma exploração mais profunda. Mas, no dia em que completou 23 anos, a protuberância começou a incomodar, e inclusive chegou a provocar câimbras no seu braço. Quando a dor ficou muito intensa, ela decidiu procurar um clínico geral, que a disse que o nódulo tinha todas as características de um linfoma. Poucos dias depois, um exame oncológico confirmava o diagnóstico.

Sozinha e longe de casa, ela se comunicou com sua mãe para contar sobre a doença e pedir um empréstimo. A primeira quimioterapia a destruiu. A perda da sensibilidade nas papilas gustativas era proveniente de náuseas insuportáveis e um esgotamento que durava três dias. Ela trocou seus longos cabelos por um corte mediano no dia em que amanheceu com o travesseiro cheio de fios de cabelo. Mas seus piores momentos foram na maca da sala de cirurgia da clínica Santa María. Além do nervosismo próprio da biópsia, ela ainda passou por outro tormento: um terremoto bem na hora em que ela realizava o procedimento. 

Apesar de tudo, ela sempre contou com o apoio de seus amigos, o que foi vital para seu estado de espírito. Quando ela tinha pensamentos ruins ou queria ficar longe de todos, eles a reanimavam. Organizavam festas, a levavam para ver o mar em Valparaíso e aproveitavam a vida com ela em múltiplas oportunidades. O resto das suas atividades cotidianas não mudou. 

No final de agosto, Paola recebeu a notícia de que o tratamento foi eficiente e não havia vestígios do câncer no seu corpo. Ela então compartilhou no seu Twitter: “Venci o câncer. Senhores, ganhei”. Após 48 horas, já tinha mais de 300.00 likes e 30.000 retuítes (inclusive de haters, dizendo que o câncer ainda voltará). Paola está tentando responder a todas as mensagens que lhe enviam, mas faz questão de pontuar que não fez nada de mais para se curar, além do que o médico lhe dizia. “O câncer pode ser curado com quimioterapia, não com água com limão e nem erva-doce”, aconselha. 


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Fonte: Infobae  | Imagem: Twitter /@paoobooscan