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Nellie Bly, a mulher que arriscou a vida fingindo-se de louca

Era o ano de 1887 quando Nellie Bly começou a trabalhar para o renomado jornal The New York World. O dono era ninguém menos que Joseph Pulitzer, o famoso editor que deu nome aos prêmios Pulitzer, que condecoram a imprensa, a literatura e a música.

O primeiro trabalho de Nellie: infiltrar-se em um hospital psiquiátrico para mulheres para saber se os boatos sobre maus-tratos a pacientes eram verdade.

Para isso, Bly se passou por demente e foi internada no manicômio localizado na Ilha de Blackwell. Ali, a jornalista foi testemunha direta de diversos abusos. As internas eram constantemente expostas ao frio, à sujeira e à fome, além de serem acorrentadas, insultadas e espancadas pelas pessoas que deveriam cuidar delas. 

Nellie permaneceu dez longos días no hospital psiquiátrico. Os médicos comprovaram que ela não estava louca, mas não a concederam alta até o jornal para o qual trabalhava enviar um advogado. Uma vez liberada, denunciou as terríveis condições nas quais se encontravam as pacientes, conseguindo com que toda a equipe fosse demitida. 

Nellie Bly contou sua experiência em um livro chamado “Dez dias em um hospício”, que se transformou no primeiro exemplo do jornalismo investigativo, popularizado por Hunter S. Thompson vários anos depois. Sua consagração como jornalista e aventureira chegou quando decidiu desafiar Julio Verne e bater o recorde do personagem Phileas Fogg, dando a volta ao mundo em somente 72 dias. 

Thomas John pode ter uma mensagem do além para você. UM MÉDIUM NO VOLANTE - terça, a partir das 20h20


Fonte: revistavanityfair.es