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Negra, feminista e com orgulho de suas raízes: conheça Doria, a mãe de Meghan Markle

Doria Ragland, mãe da noiva do ano, foi a única convidada da família de Meghan Markle presente no casamento com o príncipe Harry no dia 19 de maio. 

Discreta, longe dos holofotes, a figura da Sra. Ragland é bem diferente do pai e dos meio-irmãos de Meghan - que fizeram todo um circo midiático a respeito do casamento.

Para a cerimônia, Doria fez questão de expor seus dreadlocks: gesto que, explicitamente, celebra a cultura de todo um povo e o meio em que Meghan foi criada.  

Tudo isso se reflete no posicionamento da filha diante do mundo: “Tenho muito orgulho de quem sou e de onde venho”, disse Meghan numa entrevista à BBC logo após o anúncio do noivado.

Doria, 61, é assistente social e vive na Califórnia. Ela trabalhava numa clínica para pessoas com problemas mentais, mas acabou saindo do emprego para se preparar para o casamento da filha. Meghan é fã declarada da mãe, que se separou do pai quando ela tinha apenas 6 anos. 

Hoje, Meghan é conhecida por sua luta por igualdade de gênero no ambiente de trabalho, aderiu ao #MeToo (campanha que revelou abusos cometidos contra mulheres) e luta pelos direitos da meninas. Tudo isso, conta ela, é influência da mãe.

No casamento, toda riqueza da cultura afro-americana estava ali, explícita, na figura de Doria, no sermão do bispo Michael Bruce Curry – o primeiro negro num alto cargo da Igreja Episcopal –, na presença do músico Sheku Kanneh-Mason, o primeiro negro a ganhar o prêmio de Músico do Ano da BBC e, especialmente no Kingdon Choir – o grupo gospel que cantou uma belíssima versão de Stand By Me.  

Tudo isso é um respiro diante da situação atual no Reino Unido, em que se vê uma tensão racial cada vez mais crescente, fruto do discurso e das políticas anti-imigração da primeira-ministra Theresa May. 


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Fonte: NY Times  | Imagem: Kensington Royal/Instagram/Reprodução