MOMENTO LIFETIME

A livraria onde existem somente livros escritos por minorias

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Angela Maria Spring é a criadora de uma iniciativa de livrarias pop up, que são abertas espontaneamente em diferentes locais para vender livros e levá-los a lugares aos quais não costumam chegar.

 

O fator particular sobre seu empreendimento, o Duende District, é que ele possui somente livros escritos por afro-americanos.

“As pessoas afrodescendentes não veem a si mesmas nem suas histórias refletidas nas prateleiras das livrarias. Os autores afrodescendentes têm enorme dificuldade para publicar porque as editoras atingem sua quota de histórias afro-americanas, histórias latinas, etc.”, afirma Spring.

 

Suas experiências como escritora fizeram como que ela sentisse “uma enorme pressão para ser a melhor poetisa ou escritora latina e você acaba segurando o peso de toda a sua cultura na sua escrita porque pouquíssimas de nossas vozes e histórias são de fato publicadas. Então, além disso, você tem que representar o que a cultura branca espera que seja a sua cultura”.

Angela Maria Spring, de 35 anos, trabalhou muitos anos para diversas livrarias e chegou, inclusive, a trabalhar em uma que se orgulha de ter autores afro-americanos. No entanto, ela sentia que poderia fazer mais para expor as vozes dos autores marginalizados. Foi assim que o Duende District ganhou vida e se transformou na sua maneira de reunir histórias nas quais os leitores se sentiam identificados, principalmente nas comunidades aonde os livros não chegam, para que todos possam compartilhar sua própria visão de mundo.

 

“A falta de uma verdadeira representação multicultural prejudica todos os cantos deste país. Temos histórias para contar sobre nós vivendo nossas vidas todos os dias para além de nossa opressão”, explica Angela, para mostrar que as pessoas afrodescendentes não querem se sentir identificadas apenas com histórias de opressão.

Além de abrir livrarias independentes, as mulheres afro-americanas também estão atuando nos bastidores para promover uma diversidade maior ao lado das livrarias. Em fevereiro, a Associação Americana de Bibliotecários Escolares criou uma força de trabalho diversificada composta especialmente por mulheres afrodescendentes. O grupo de trabalho se concentrará em fornecer ferramentas e educação para todas as livrarias participantes para recrutar e capacitar uma equipe mais diversa e armazenar e exibir livros mais variados.

 

“As pessoas que amam os livros, as pessoas que amam as livrarias e acreditam no poder da literatura sabem que isso é algo grandioso e nos apoiam”, afirma Spring. “Mas a alegria especial que ilumina os rostos das pessoas afrodescendentes quando elas percebem que essa loja é para elas e para as pessoas como elas, que possuem livros que celebram todo mundo, é o que importa mais que qualquer outra coisa”.

 

Você já prestou atenção nos autores da sua biblioteca? Há diversidade?