MOMENTO LIFETIME

Jornalistas esportivas se unem em campanha contra machismo no ambiente de trabalho

Por: LIFETIME Brasil

Quando uma mulher resolve ser jornalista esportiva – um terreno dominado por homens há décadas – já sabe que vai ter que “escalar um Everest” para provar que é competente. 

Mas esse não é o único problema que elas enfrentam. 

O assédio sexual no ambiente de trabalho é assustador. Há poucos dias, por exemplo, a repórter Bruna Dealtry foi beijada à força por um torcedor durante uma transmissão ao vivo. A cena aconteceu no estádio do Vasco, no Rio de Janeiro.

Logo depois, em Porto Alegre, a repórter Kelly Costa foi xingada por um torcedor – que acabou retirado do estádio por seguranças.

Para elas, todo dia é um 7x1: além de tentar barrar o assédio, precisam lidar com a desconfiança que técnicos, atletas, torcedores e outros colegas lançam sobre elas. 

Foi por sofrerem na pele essa situação que 50 profissionais lançaram a campanha Deixa Ela Trabalhar. Em vídeo, as jornalistas revelam as agressões sofridas durante coberturas esportivas e fazem um apelo para que possam trabalhar em paz.

 

#deixaelatrabalhar

A post shared by DeixaElaTrabalhar (@deixaelatrabalhar) on Mar 25, 2018 at 9:03am PDT

“Mesmo falando sobre isso, o assunto não se esgota. Já fui alvo de ofensas da torcida, sofri ato de machismo envolvendo técnico de futebol. Esse movimento envolvendo mais de 50 jornalistas é para mostrar nossa indignação. A gente não quer conviver com isso”, disse Kelly após o episódio. Ela é uma das cabeças do manifesto.

A conta no Instagram da campanha já tem quase 10 mil seguidores. 


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Fonte: M de Mulher 
Imagem: Instagram/Reprodução