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Depois de se assumir gay, príncipe da Índia abre palácio para abrigar população LGBT

Depois de comer o pão que o diabo amassou na juventude, um príncipe da Índia, Manvendra Singh Gohil, teve a coragem de assumir publicamente a sua homosexualidade num país onde ainda é crime ser gay. Isso aconteceu em 2006.

Mas quem achou que depois desse “escândalo”, Manvendra ia parar por aí, ficar quietinho num canto, se enganou. 

O príncipe, numa atitude digna de realeza, resolveu abrir as portas do seu palácio para acolher pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade na Índia. 

No terreno, de mais de 60 mil metros quadrados, Manvendra quer construir instalações para receber pessoas que sofrem perseguição por sua sexualidade. A ideia do espaço é oferecer “empoderamento social e financeiro a LGBTs, para que eles sejam capazes de sair do armário”. 

No palácio, os acolhidos encontram cuidados médicos, orientação sobre prevenção de HIV e treinamento vocacional.

Por enquanto, o local conta com só dois moradores: uma mulher trans e o gerente, que é gay.  

A atitude de Manvendra nasceu depois de ele mesmo sentir na pele a dor de ser homossexual num país tão conservador. Na juventude, foi submetido pelos pais a um tratamento de cura gay, chegou a se casar com uma mulher, mas se divorciou no ano seguinte. Foi deserdado pela família e vítima de manifestações de ódio por parte da população. 

Ao assumir sua homossexualidade, tornou-se o único membro da família real indiana abertamente gay. Manvendra, no entanto, soube segurar a onda. Antes de abrir o palácio real a pessoas vítimas de preconceito por ser LGBT, ele havia fundado a Lakshya Trust, organização sem fins lucrativos que leva a prevenção ao HIV às populações mais vulneráveis. 


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Fonte: Hypeness | Imagem:  Hemant Bhavsar - via Wikipedia Commons