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Cuidado com anúncios de cirurgia plástica a preços baixos pela internet

Edléia Lira, de 33 anos, viu um anúncio do que seria a realização de um dos seus sonhos: uma cirurgia de lipoaspiração e redução de mamas por um preço acessível. 

Para ter acesso ao procedimento, ela precisou pagar R$ 50 para entrar em um grupo privado do Facebook. Uma vez lá dentro, a mulher tratou de todos os detalhes da cirurgia com uma empresa de Minas Gerais. 

Quando o dia tão esperado chegou, a mulher foi internada no Hospital Militar de Cuiabá. Durante o procedimento, Edléia teve uma parada cardíaca e precisou ser transferida às pressas para um hospital particular da região. Lá, ela acabou morrendo em decorrência das complicações. 

O hospital em que Edléia foi operada só faz procedimentos de baixa e média complexidade. Uma equipe de fora alugou espaço no local para fazer a cirurgia.

Um amigo de Edléia conta que o médico responsável só viu os resultados dos exames pré-operatórios da vítima minutos antes do procedimento. 

Essa história de terror tem se repetido em vários outros locais pelo Brasil. 

No grupo de Facebook que Edléia participava, denominado “Plástica para Todos”, cada tipo de cirurgia era vendido por meio de uma tabela de preços, com valores bem abaixo do que são cobrados normalmente em clínicas e hospitais. A consulta custava R$ 50. Os responsáveis informaram  que só se manifestarão sobre o assunto depois da liberação do laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Médicos de todo o país estão alertando para esses procedimentos cirúrgicos plásticos a preços tentadores. Segundo eles, muitos podem ser realizados em espaços sem a infraestrutura necessária para apoiar os pacientes em casos similares. 


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Fonte: G1 Imagem: Facebook/Reprodução