MOMENTO LIFETIME

Criação com apego. Sim ou não?

O método tem seus fãs, mas também seus detratores. Conheça o motivo
Por: LIFETIME Brasil

Embora saibamos que, para o cuidado de nossos bebês, não existem fórmulas nem soluções milagrosas, cada vez surgem mais métodos de criação que parecem prometer o contrário: seguindo seus preceitos ao pé da letra, nossos filhos crescerão felizes e plenos, e se transformarão em adultos inteligentes e autoconfiantes.

 

Um desses métodos, tão bem-sucedido quanto controverso, é a criação com apego (“attachment parenting” na expressão original em inglês).

 

Criado pelo pediatra William Sears e popularizado por meio de seu livro “The Attachment Parenting Book”, a criação com apego é baseada na entrega completa da mãe às demandas do seu filho.

 

A teoria propõe que, estando em contato com os bebês o máximo de tempo possível, criando um vínculo emocional e sensível com eles, suas necessidades poderão ser decifradas, compreendidas e atendidas.

 

Para chegar a esses objetivos, os adeptos à criação com apego pregam a importância de dormir na mesma cama, de lhes dar o peito sempre que peçam (embora tenham passado a idade do desmame) e de carregá-los no colo constantemente, sem usar carrinhos de bebê ou qualquer coisa semelhante. A mãe não imporá limites nem proibições, e será a criança quem decidirá quando é momento de iniciar o processo de separação.

 

Apesar de existirem depoimentos de famílias que se deram maravilhosamente bem com o método, ele não está isento de críticas, e a maioria delas ocorre do lado patriarcal: uma mãe que deve estar com seu filho nos braços por tempo indefinido tem poucas possibilidades de trabalhar, estudar, aprofundar outros laços ou desenvolver seus interesses. A imagem dessa mulher, que fica em casa e dedica sua existência ao cuidado de seus filhos, representa um retrocesso de várias décadas no avanço em direção à libertação feminina e à igualdade de gênero.

 

E você, acha que a maternidade com apego é opressiva para as mulheres? Já usou algum outro método de criação? Se quiser conhecer outras formas de maternidade, não perca “Jane the Virgin”.