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Confirmado: a pílula modifica o cérebro das mulheres

Os efeitos da pílula anticoncepcional foram estudados e documentados ao longo da história. Após sua descoberta, os casais puderam desfrutar do sexo tendo uma medida de proteção bastante segura para evitar a gravidez não planejada. Mas, desde o princípio, a pílula escondia um segredo. Há poucos anos, cientistas começaram a se dar conta de que o cérebro das mulheres que a consumiam era diferente.

Após os especialistas realizarem diferentes comparações, detectou-se que o cérebro das mulheres que tomavam pílula possuía regiões mais tipicamente “masculinas”. Também foram notadas mudanças de comportamento: as que tomavam pílulas não eram tão boas com as palavras como as que não tomavam, uma característica mais feminina. Por outro lado, eram melhores para visualizar um objeto em rotação, assim como os homens. E, finalmente, as que ingeriam pílula eram melhores para reconhecer rostos, algo em que os homens costumam ser mais eficazes. 

Habitualmente, diz-se que a pílula contém estrógeno e progesterona. Mas nenhuma contém esses dois hormônios, e sim versões sintéticas feitas mais estáveis, alterados para imitar esses hormônios. Os efeitos “masculinos” possuem uma causa: segundo um estudo de 2012, 83% das mulheres norte-americanas que tomam a pílula estão tomando uma versão que contém progestina elaborada a partir de hormônios masculinos. 

O hormônio masculino utilizado está muito relacionado à testosterona e é chamado de “nandrolona”. Ao ser um andrógeno potente, pode estimular o desenvolvimento de características típicas masculinas. Esses efeitos se conhecem há duas décadas, já que a primeira progestina fabricada, a noretindrona, era androgênica. 

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Fonte: La Nación