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Abuso sexual, maus-tratos e discriminação no futebol feminino colombiano

A seleção colombiana de futebol feminino fez história na Copa Mundial do Canadá, em 2015, depois que os gols de Lady Andrade e María Catalina permitiram a vitória sobre a França. Ao vencer a partida, a Colômbia passou da fase de grupos, uma conquista única para uma seleção de língua hispânica.

A euforia daquela época perde graça frente a um presente obscuro da seleção de futebol feminino da Colômbia, sacudida por um escândalo de denúncias de assédio sexual às jogadoras, maus-tratos, desigualdade e discriminação. 

Em fevereiro, as jogadoras Melissa Ortiz e Isabella Echeverri publicaram nas redes sociais vários vídeos nos quais denunciaram as más condições em que viviam enquanto jogavam pela seleção nacional.

Pouco tempo depois, outras denúncias foram feitas, ainda mais graves, que envolviam supostos casos de abuso sexual e maus-tratos em distintas categorias da seleção colombiana, incluindo menores de idade.

A Federação Colombiana de Futebol (FCF) foi acusada de não intervir rapidamente ante as denúncias. Segundo um artigo da Liga Contra o Silêncio, “duas integrantes da seleção colombiana sub-17, uma delas menor de idade, apresentaram denúncias à Promotoria Geral da Nação por abuso sexual e laboral durante as concentrações prévias ao Mundial do Uruguai, que aconteceu em novembro de 2018”.

Os acusados são o treinador Didier Luna e o preparador físico Sigifredo Alonso. O sindicato dos jogadores FIFpro se pronunciou e a Defensoria da População da Colômbia enviou uma carta à Comissão de Ética Independente da FIFA.

 

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Fonte: BBC 

Imagens: Shutterstock / bbc.com / Instagram